segunda-feira, 17 de março de 2014

Billow!!!Billow!!!Billow!!!


viol_escolar_dh.jpg (640×365)

Billow!Billow!!!Billow!!! Em altos gritos e estilo guerreiro...repetido à exaustão por muitas e muitas bocas...incitando, picando...enquanto durar a luta!
Se não fazem ideia do que é para além da tradução do inglês…onda…vaga…erguer de vaga…podem considerar-se com sorte…eu já ouvi…eu já percebi ...eu já sei!!! Infelizmente a  P. também! Acontece três a quatro vezes por dia na escola dela...e em muitas outras do país. Os diretores, professores e funcionários da escola sabem do que se trata…os pais já no mínimo ouviram falar…a impotência para resolver o problema é patética, real e comum a todos !!!
Logo numa das primeiras semanas da P. na nova escola (se estão lembrados passou para o 5º ano e para a escola pública este ano letivo e para uma realidade a anos luz do que a que conhecia, embora esta não seja uma escola considerada de risco ou inserida num meio complicado), ela chegou um dia mais preocupada  do que o costume…« Mãe naquela escola acontece uma coisa assustadora»…perante o meu olhar expetante de medo escondido continuou…« Dois ou três meninos começam a lutar…seja pelo que for…e de repente alguém grita Guilas, Guilas, Guilas (na altura ela não tinha percebido a palavra e em abono da verdade, pelo que percebi, cada um diz de sua maneira e poucos saberão o que quer dizer)…então de todos os lados vêm mais meninos a correr, juntam-se à volta dos que lutam e começam a lutar também»…« Mas é uma luta de grupos uns contra os outros filha?»…«Não mãe, fica mesmo uma multidão de meninos de todos os anos...lutam por lutar, os que chegam nem sabem porque é que os outros começaram e mete medo mãe porque à vezes alguns ficam mesmo muito magoados»…« Então e os vigilantes da escola…não fazem nada???» … (o espanto e o medo invadiam-me o corpo aos poucos imaginando-a desprotegida e apanhada numa confusão daquelas…o pensamento corria a mil a procurar razões, soluções, mas a voz consegui mantê-la calma numa tentativa de não a assustar mais)…«Só o senhor  R. (um dos seguranças da escola) é que se mete nisso e consegue fazer alguma coisa…mas eles começam as lutas longe dele...e ele é só um!!!»…«E quando ouves esses gritos e vês todos a correr para lá o que fazes filhota ?»…a filhota sorriu, embora continuasse a perceber-lhe o medo…« Corro na direção contrária mãe!!!»..Não pude deixar de sorrir também e de a abraçar, muito…muito forte!!! Minha fadinha de imaginários sonhos, meu cristalzinho, minha menina tão frágil e tão forte…tão convicta contra a violência, sempre tão solícita e meiga, sempre tão pronta a ajudar quem precisa…como serão verdadeiramente os teus dias naquela escola minha querida???
Esta conversa e a necessidade que senti de perceber a escola, acompanhar os problemas e contribuir para a solução fez-me entrar de imediato para a Associação de Pais, onde o que a P. tinha relatado me foi confirmado com pormenores, inclusivamente pelos seguranças da escola que, sendo apenas dois e ficando um à porta de entrada, não conseguem gerir o problema que surge nos vários espaços do recreio…As empregadas dos pavilhões, depois de algumas terem tentado intervir e terem sido atacadas também, saindo da experiência com várias equimoses, agora ao ouvirem o grito de chamada, desaparecem ocupadas em outras súbitas funções…e nem sei se as pudemos culpar…não têm quem as defenda também!
De tudo isto, que daria um post ainda bem mais longo do que este, retenho o que mais me choca…o prazer da violência pela violência demonstrado por crianças dos 10 aos 14 anos…a presteza com que os outros acorrem ao chamamento…uns para lutar na confusão sem saber com quem ou porquê…outros para se rirem dos que saem magoados e da confusão em si, sem se questionarem sobre o que aquilo é…a certeza de que muitos desses meninos violentos trazem a violência de dentro de casa e a revolta no coração gerando mais violência…a impotência da escola, que enfrenta a redução do pessoal auxiliar de educação na resolução destas e outras ocorrências…a pouca atenção dada pelos governantes aos problemas da população, que se refletem na escola e em todos os espaços de vida das crianças que deveriam ser o promissor futuro deste país!!!



Mas quero ter esperança e vou ter…e pelo menos nesta escola, vou lutar na medida da minha capacidade e dar o meu pequeno contributo…para o tanto que há a fazer!

Bem hajam meus amigos!

52 comentários:

  1. Nossa! Esta cada dia pior colocar as crianças na escola, violência e + violência + acho que isso vem de casa, pode ser um vazio ou até mesmo o convívio familiar, não sei + isso me deixa preocupada porq tenho uma filha e ano q vem ela vai pra escolinha
    http://www.jeitosimplesdeser.com.br/

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    1. Querida Núbia...tem toda a razão...esse vazio traz consigo a ausência de valores e os desafetos totais...Quantos às nossas pequenas têm de aprender a defender-se e aprender a viver num mundo em mudança em que é preciso fazer a diferença pelo bem!!!
      Beijinhos amiga!
      maria

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  2. Amiga!!!! Estou estarrecida!!! Nunca ouvi falar de semelhante...vou perguntar às meninas lá em casa.
    Nem sei o que te diga...a não ser que desejo do fundo do coração que encontrem a ajuda necessária pasra resolver esse, que me parece tão sério, problema!

    Jinhoooossss muitos principalmente para a tua doce e sensata menina:) Boa Semana Amiga:)

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    1. Também fiquei quando soube...não sei se está espalhado pelo país...talvez não por todo o lado, mas aqui nas escolas da zona sei pelo menos de mais duas em que acontece...! Fico todos os dias a pensar no que está a acontecer na escola apesar de perceber que a P. vai arranjando as suas estratégias para ir gerindo as situações novas que tem de enfrentar...enfim!!!
      Beijinhos amiga
      Maria

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  3. E a polícia não é chamada? Que faz a administração? O problema é muito grave.

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    1. Para dizer a verdade a direção da escola tende a desvalorizar o problema escudando-se no fato de não ter meios para conseguir resolver...é uma escola empenhada em muitos aspetos mas em relação a este problema acho que mete a cabeça na areia...Normalmente a luta termina por envolvimento do único segurança ou quando toca para a entrada e grande parte dos alunos entra para as aulas...!
      É grave sim uma das mães da associação de pais que presenciou um "Billow", tentou travá-lo e acabou por também ser agredida...mas assim como se junta o grande grupo também dispersa ao menor sinal de perigo...!
      Bjs
      Maria

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    2. Onde fica localizada essa escola? Em Portugal? Não me recordo onde a Maria habita se em Portugal se no Brasil. Pela forma de escrever diria Portugal. : ))
      Aqui, em Toronto (e no Canadá em geral, evidentemente) há tb escolas muito problemáticas mas a administração (que tb as há “fracas”) recorre aos serviços da polícia. Qualquer situação é levada muito a sério. As “brincadeiras” de se empurrarem uns aos outros não é admissível e muito menos andar à luta. Os alunos são imediatamente suspensos e se continuarem serão expulsos. A disciplina progressiva é observada e cumprida. Claro que como todos sabemos há administradores/as de pulso firme e outros não, de qualquer forma há políticas do estabelecimento de ensino (emanadas do ministério da educação) que não podem ser ignoradas.

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    3. Em Portugal, sim Catarina na zona urbana dos arredores de Lisboa, numa zona classe média, sem bairros ditos de risco! Nesta escola também há regras e sistemas de suspensão mas são normalmente usadas para conseguir disciplina nas aulas...o que relatei passasse durante os recreios...pelo que sei anteriormente havia mais vigilantes quem com o diretor ficavam em várias zonas dos pátios exteriores durante os intervalos e evitavam assim que os problemas começassem, mas com a redução de pessoal imposta pelo Governo isso passou a não ser possível...No caso do bilow há ainda outra questão...estamos a falar de uma pequena multidão que dispersa ao menor sinal de perigo, mesmo os que começaram a luta e por vezes ficam mais magoados fogem e tornam por isso muito difícil apanhar alguém ...o método será evitar...! Enfim uma questão complicada e perigosa!
      E claro aqui também há direções mais fracas que outras...esta parece-me um pouco em negação em relação ao que se passa!
      Beijinhos
      Maria

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  4. Olá Maria,
    Isto é o reflexo do abandono que se encontram muitas crianças, porque os pais não têm tempo ou não querem saber o que os filhos fazem.
    Bjs :)

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    1. Sim esse é um dos fatores principais...as más condições de vida de alguns deles e o fato de estarem desacompanhados, muitos deles ficam na escola o dia todo, tendo aulas apenas uma parte do dia, mas precisam de almoçar lá...mas não explica tudo...no meio deles na luta há muitos também que se diria não terem esses problemas...enfim...acho que esta crise de valores que grassa por aí também chega aos mais novos!
      Bjs
      maria

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  5. Que pena que essas brincadeirinhas se espalham por todos os cantos.Não entendo e nunca acabam bem...Temos que nos rebelar, tentar mudar! bjs,chica

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    1. Exigir do Estado condições para as escolas garantirem a segurança, dar formação a professores em gestão de conflitos e raiva, acompanhar as famílias mais fragilizadas!
      Beijinhos
      maria

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  6. Bom Dia Amada Madrinha.
    Eu não fiquei espantada mais triste
    os professores de hoje não tem a mesma autoridade
    dos tempos meus embora na minha época os professores poco faltava ara arrancar as orelhas dos alunos.
    Nunca fui a favor de professor bater no aluno,
    mais o pior esta agora aqui no Brasil aluno bate nos mestres
    e matam também ouve caso tristes demais por aqui .
    Amada na minha opinião a escola é a extensão da nossas casas
    enquanto estão na escola o professor tem seu lugar de mãe de muitos filhos.
    O caso é a falta de respeito com os sofridos mestres
    que levanta e viaja muitas vezes por horas para dar aulas
    a filhos que muitas deles só vai para comer a merenda porque em casa os armários estão vazio.
    Tudo isso contribui para um homem sem futuro.
    Madrinha..Deus abençoe sua semana e a minha também.
    Beijos da afilhada.
    Evanir..

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    1. Bom dia afilhada querida, bem sei que aí no Brasil a violência é muita e não só na escola...por aqui tem agora tendência a piorar ...as politicas deste governo tem revoltado famílias e destruído muitos lares, despojados da meios de subsistência...tudo isso se reflete num país desmotivado e nas crianças desse país a passar por uma crise também de valores, aliás essa crise de valores é mundial!!
      Quero acreditar minha querida amiga que o mundo será capaz de empreender a mudança e que estas crianças ainda conseguirão construir o futuro!
      Beijinhos mil!
      Maria

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  7. Nunca ouvi falar de tal fenómeno felizmente, e sou professora. Pode ser bem recente, mas vou indagar o meu filho sobre a questão e se existir nas escola dele, de certo terá uma postura identica á da tua filha- manter uma distância segura do acontecimento.
    Mas com o teu relato lembrei-me dos meus tempos de escola, já tão distantes, e embora os fenómenos fossem outros na altura, lembro-me bem de não passar durante anos num corredor da escola, de quando tinha de passar por lá pois o bar era na ponta desse corredor nunca olhar para os lados a não ser...por "visão angular" despercebida, de nunca ir às casas de banho da escola pelas coisas estranhas que por lá se passavam e o facto de todas as portas estarem partidas e não fecharem, de me dar bem com a faixa mafiosa da escola para não ter problemas...
    No nosso tempo também existiam problemas e alguns até graves, tinhamos de arranjar estratégias para sobreviver a essa época, eu pelo menos tive.
    Um dia aconselhei o meu filho a seguir técnicas de se manter "invisível" ao olho dos rufias (como eu tanto usei) e senti-me a pior das mães por aconselhar o meu filho a tornar-se "invisível". Dividei se as minhas técnicas eram as melhores, lá por me terem mantido em segurança...duvidei se essas técnicas fariam dele a pessoa forte, determinada e segura que eu desejo. Duvidei de mim e acho que isso não passou.
    Quando somos mães ...tudo se torna mais assustador e complicado pois não somos nós em controle da situação. Tive de confiar que ele tomaria as decisões certas para se manter em segurança e não se tornar um alvo fácil e até agora tem sido bem sucedido. Ele sabe que pode contar comigo se for necessário, mas deixo-o resolver os assuntos sempre que possível sem intervir pois essa intervenção também pode transforma-lo num alvo fácil.
    Por vezes não é nada fácil ser mãe...
    beijocas e fé linda, pois eu também a tento ter todos os dias

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    1. Também lido bastante com escolas por questões profissionais e nunca tinha ouvido falar...talvez seja recente e ainda restrito em espaço, mas sei de mais duas para além da escola da P. onde também acontece...! Pessoalmente enfrentei na escola o periodo pós 25 de Abril e acredita não foi bonito, andava num liceu feminino e no ano seguinte juntaram-nos a rapazes que até ali estavam num liceu só masculino...esse ano foi de horror para os professores que não conseguiam dar aulas...ninguém tinha preparado aqueles jovens para a mudança e para a liberdade que não sabiam ainda usar e tudo era possível...mas nessa altura não via esta raiva latente que agora vislumbro...!
      Quanto às estratégias sim sinto que a P. as está a criar e tenho de acreditar que o que lhe ensinei até aqui vai funcionar, se bem que não a preparei para enfrentar violência gratuita...difíceis tempos estes...educar é difícil...!!!
      Beijinhos
      Maria

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    2. E conforme prometido, indaguei a respeito o meu filho e ele diz-me que não é uma fenómeno novo. Na escola dele acontece ocasionalmente (parece que não frequentemente) e tal como eu previa, ele não sabe mais promenores pois não se aproxima da confusão o suficiente. Em geral ou faz questão de estar noutro lado ou está a uma distância prudente de segurança.
      Enfim, tal como aos "nossos"alunos há que lhes dar a melhor formação possível e esperar que eles a usem da melhor forma. Felizmente tive o privilégio de trabalhar em escolas com colegas e alunos muito estimulantes e outras que nem por isso, e que a familia e o ambiente circundante deitavam por terra muito do nosso trabalho. Mesmo assim posso dizer que em mais de 20 escolas que passei, apenas uma vez saí desiludida da escola no final do ano e pensei que provavelmente não tinha feito a diferença na vida de nenhum aluno- muito triste e a primeira vez que equacionei sair do ensino.
      Mantem-se a fé de fazer a diferença nem que seja pequenina e contribuir não só para que os nossos filhos sejam bons cidadãos e cresçam como pessoas e cada vez queiram ser melhores, mas também que o mundo que os rodeia também melhore um bocadinho.
      beijocas linda e beijocas aos teus rebentos

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    3. Obrigada por perguntares ao teu filho, a Gaja Maria também confirmou que na escola do filho dela acontecia embora raramente...não será então um fenómeno recente, eu no entanto só ouvi falar dele desde o início deste ano letivo...! E sim amiga fica a esperança de que os valores que passamos aos nossos filhos sejam suficientes para que façam a diferença e os mantenham defendidos dos perigos com que se cruzam!!! Beijinhos e obrigada pelo interesse!
      maria

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  8. Desejo-te uma semana bem pacífica :D

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  9. Olá a minha querida
    A violência impera nos quatro cantos do mundo e nas escolas não é diferente. São meninos sem lei oriundos de famílias desprovidas de valores éticos e morais. Diante da impotência dos gestores é alarmante o caos que vimos assistindo desde a tenra infância.
    Há o que se pensar e muito a se fazer. Que bom que você está lá para com o seu contributo tentar minorar essa situação de barbárie
    Beijos e uma linda semana

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    1. O meu contributo infelizmente é mínimo...mas não conseguia não participar face ao que se passa...nesta fase para além de se tentar estudar com a direção da escola novas estratégias, estamos tratar com os nossos conhecimentos conseguir gratuitamente palestras sobre gestão de conflito e raiva, para professores e pais e a fomentar o crescimentos e diversidade dos clubes que já existem dentro da escola de forma a captar para eles o interesse dos alunos e criar-lhes outras motivações salutares!!!
      Bjs
      Maria

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  10. Respostas
    1. Vamos esperar que sim Margoh!!!
      Beijinhos
      Maria

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  11. Quanta coisa mudou dos tempos passados , que eu ia á escola , até hoje!,
    beijinhos e tenha uma boa semana.
    http://eueminhasplantinhas.blogspot.com.br/

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    1. Verdade Simone e acho que não foi para melhor!!!
      Beijinhos
      Maria

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  12. Olá Maria...andei vadiando até ao Porto matar saudades com os meus herdeiros e não deu para passar por aqui!
    Mas aí vai! Reformada há 4 anos do 1.º Ciclo...esta onda é para mim desconhecida! Mas como violência gera violência...e se observarmos os meios de comunicação atentamente...já nos cansam com tanta informação sobre violência...não admira que seja um tipo de brincadeira em voga e...pais menos atentos (e professores em poder de intervir)...formam um conjunto de situações que permitem este tipo de situação!
    Os adultos...por sua vez...descartam-se um pouco...pois educar dá muito trabalho não sendo tarefa fácil...e educar para os valores...não está ao alcance de todos! uma sociedade em decadência em vários aspetos...é a minha percepção do mundo atual!!! Bj amigo

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    1. Creio que será coisa recente, também nunca tinha ouvido falar antes...mas basta surgir num lado que em breve surge noutros...educar é mesmo difícil para todos e agora com as dificuldades que tantas famílias têm em casa a instabilidade projetada nas crianças ainda ajuda mais a que aconteçam estas coisas..Neste momento acho que estamos em rotura mas quero acreditar que esta irá suscitar a tão necessária mudança!!!
      Beijinhos
      Maria
      PS. Que bom que andaste a passear...também precisava:))

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  13. Respostas
    1. Obrigada Estrelinha, para ti também!!!
      Beijinhos
      Maria

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  14. Maria, que triste relato, não só pela insegurança gerada em função da tua filhota, mas também em pensar o que será dessas crianças que experimentam essa violência de forma tão banal? Enquanto, na verdade, deveriam estar vivenciando exemplos de respeito pelo próximo, companheirismo, amizade...triste realidade. Parabéns pela iniciativa de fazer parte do conselho dos pais para de alguma forma tentar ajudar. Paz pro nosso planeta!!

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    1. É precisamente a banalidade e a gratuitidade desta violência em crianças sobretudo que assusta...!!! Quero acreditar que isto não define o todo e que companheirismo e respeito pelo próximo ainda tenham vez para eles...!
      Paz nas nossas vidas amiga!!!
      Maria

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  15. Boa noite Maria li atentamente o texto como os comentários ,quanto ao texto e notório a falta de segurança que hoje existe nas escolas ,talvez seja próprio de um acumular de total desprezo que se tem feito ao ensino ,existe e continuara a existir problemas o importante e prevenir e estar atento a qualquer sinal que possa indicar tais situações ,e saber principalmente ter mao forte para punir tais atos que hoje em dia se perdeu ,o respeito mutuo entre alunos e professores perdeu-se, a capacidade de manter a ordem não existe porque as próprias leis que regem o ensino muitas vezes são brandas para tais atos inadmissiveis que cada vez mais assistimos .Quanto aos comentários achei o comentário da Núbia o mais próximo do meu ,sinceramente tudo parte de casa ,da educação que se tem ,o vazio que existe nesta sociedade pais e filhos ,a necessidade de os pais trabalharem todo o dia deixam os filhos para segundo plano ,e muitas vezes encontram nos presentes uma forma de atenuar a ausência do amor e afeto que e o principal elo entre pais e filhos .Um comentário que me deixou um pouco triste foi o da Catarina quando diz onde se localiza a escola ,sera que importa ser de uma escola dos subúrbios ou no melhor colegio do pais ,pode acontecer em qualquer lado são todos seres humanos ,eu frequentei escolas onde o multiculturalismo era presente na diversidade cultural ,ate mesmo para os próprios professores era um desafio constante ,não acredito em bairros de segunda ou de primeira acredito principalmente no ser humano como ser racional apenas isso ,e posso dizer que destas escolas cresceram homens e mulheres com as mais variadas profissões desde o pedreiro ao advogado ,tudo depende da capacidade de sabermos viver compreendendo acima de tudo não e o bairro que faz o ser humano ,mas o ser humano esse sim pode transformar o mundo a sua volta .Peço desculpa compreendo que um pai queira o melhor para um filho e se pode dar acho bem que tudo faça ,mas também e verdade que de um bom ninho nasce um mau passarinho vice versa ,não e por meter a cabeça na areia ,ou olharmos para o lado que as coisas vao deixar de existir dependemos uns dos outros na vida ,erramos ,aprendemos erguemo-nos e continuaremos a lutar por um amanha mais justo numa sociedade demasiada egocêntrica .Resta-nos a nos e a quem de direito olhe por esta nova geração cheia de duvidas e medos de um amanha tao duvidoso ,peço desculpa Maria pelo desabafo mas e o que senti ao ler estes momentos ,beijinhos Emanuel

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    1. Em primeiro lugar obrigada pela atenção com que lê os meus posts e os comentários querido amigo...Penso que a Catarina se estava a referir ao país para perceber os sistemas de ensino em vigor e é verdade que em cada país há o seu uns mais repressivos que outros, com resultados vários...Mas concordo inteiramente consigo, problemas deste tipo mais encapotados ou não podem surgir em qualquer lado, a P. até ao ano passado andou num colégio e as coisas eram muito mais controladas mas havia crianças que nos seus comportamentos também denotavam falta de respeito pelo próximo, simplesmente como estavam mais acompanhadas acabava por não ter grande influência no geral e por irem aos poucos revertendo as atitudes...a escola pública é uma fantástica lição de vida...eu sempre andei lá...e achei que a partir do 5ºano a P. deveria conhecer melhor o mundo onde iria viver e criar defesas...é o que está a acontecer ...confesso que violência completamente gratuita nesta idade não esperava...mas naquela escola a par desses meninos estão a aprender outros que tenho a certeza orgulharão o país!
      Beijinhos
      Maria

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  16. Na escola dos meus filhos isso praticamente não acontece, mas uma vez ou duas que aconteceu, chamaram a polícia, os pais dos intervenientes e deram castigos cívicos aos miúdos, tipo limpar o refeitório, varrer, etc. Talvez por isso não exista muito. O facto de a policia ser chamada também os assusta. Mas é uma situação difícil de gerir por todos. Espero sinceramente que de alguma forma consigam travar isso na escola da princesa. Beijinhos

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    1. Também sabes então do que falo!!! Na escola da P. não chamam a polícia, acho que não querem valorizar o que acontece...não sei ainda bem o que penso sobre isso mas sei que a escola tem de manter um ambiente seguro para os que lá estudam!!!
      Beijinhos
      Maria

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  17. Custa-me muito pensar no tipo de adultos que essas crianças vão ser. Caramba, para elas a violência é tão banal....

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    1. Banal e gratuita e portanto ainda mais assustadora do que qualquer violência...veremos se vamos a tempo de mudar alguma coisa nesta tendência...para muitos infelizmente acho que embora ainda crianças já não haverá hipótese...e isto deixa-me verdadeiramente triste!
      Beijinhos
      Maria

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  18. Boa noite, Maria
    Eu estou completamente espantado! Nunca ouvi falar em tal coisa.
    Agressões entre uns e outros garotos, sempre houve e sempre haverá. Mas assim em bandos, tipo Idade da Pedra... é demais!
    Desculpe mas eu, apesar de não gostar muito de criticar, penso que os governantes não estão a dar às escolas (principalmente aos professores) a atenção necessária. Isto, em parte, estará na origem desses acontecimentos. Depois, a crise em que vive o país, causando enormes dificuldades no seio das famílias, fará o resto.
    Oxalá alguém possa tomar mão nisso, pois me parece que o problema está a atingir proporções assustadoras.

    Desejo-lhe uma noite tranquila
    Miguel

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    1. Os governantes não estão mesmo a olhar para a escola como deveriam...estão diminuir as condições mínimas para um ensino digno e isso ajuda a estas situações. A crise desestabilizando as famílias também ajuda!
      Bjs
      Maria

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  19. Olá Maria.
    Tenho tanto medo do que se está a passar nas nossas escolas.

    Beijinhos e uma boa semana.

    " A minha mãe está melhor,mas agora vai demorar a recuperar,tem o pé todo negro e inchado,além das feridas nos joelhos,todos os dias vai fazer os pensos.
    80 anos e diabética todo o cuidado é pouco"

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    1. Também eu Natália, também eu...e estou na fase de lá ter os meus filhos ainda por muito tempo!!

      Ainda bem que a tua mãe está a recuperar!! Beijinhos para ti e para ela!
      Maria

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  20. Espero que cada um possa como você fazer diferença mesmo que pequena,leve,talvez despercebida. Mas mesmo assim tentar pra ser diferente...ainda vale a pena! Fé sempre! abraços

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    Respostas
    1. O meu contributo será pequeno mas não conseguia ficar de fora a assistir...não podemos desistir nem alhearmo-nos do assunto!
      Beijinhos
      Maria

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  21. Olá prezada Maria, e que tudo esteja bem!

    É deveras assustador, presenciar ou saber no que alguns humanos se tornaram.
    Sentir prazer em ver, ou mesmo espalhar a violência e o medo entre outros semelhantes para alguns parece ser tão normal e também divertido, mas nada divertido para quem não compartilha tais atitudes, mas infelizmente isto acontece em várias partes do planeta, realmente lamentável!
    É como disse um sábio, a liberdade para aqueles que não sabem vivê-la, pode se tornar a pior prisão!
    Agradeço por compartilhar, pois ainda não havia tomado conhecimento desta antiga e péssima mania, e agradeço também pelas visitas e amizade. Assim deixo meu desejo para que tenha sempre em teu viver a felicidade intensa, um grande abraço e, até mais!

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    Respostas
    1. Olá Stonas, estes são ainda seres humanos em formação, resta-me a esperança que possamos ainda fazer alguma coisa por eles...cada um no seu local não podemos desistir!
      Beijinhos e uma semana de felicidade e paz!
      Maria

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  22. maria, minha flor... eu já fui muito pequena numa escola onde tinham muitas séries diferentes.
    As coisas são amedrontadoras, mas a gente amadurece muito assim.

    Acho bonito você querer ajudar a diminuir a violência dessas crianças contra elas mesmas...
    Eu acredito que o que falta pra elas é o amor... o mesmo com o qual você abraça a tua menininha.
    Parabéns.

    cheirinho, linda

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    Respostas
    1. Sim aprende-se a enfrentar vários tipos de situações mas não posso deixar de ficar preocupada com o fato dde que algumas delas sejam demasiado pesadas para os 10 anos da P.!
      Beijinhos Janna e uma semana feliz amiga!
      Maria

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  23. Acho que para começar a mudar, a educação do filho tem que mudar dentro de casa também. Pois muitos pais acham engraçado o filho falar palavrão, brigar com o amiguinho, levantar s mao os seus próprios pais, enquanto isso acontecer dento de nossas casas, a escola nunca conseguirá deter dentro do seu espaço. Escola é para transmitir conhecimento, educação, tem que vim de casa..
    Essa é minha opinião.
    http://makeeando.blogspot.com.br/

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    Respostas
    1. Precisamente começa em casa, infelizmente muitas crianças não têm hoje em dia casas e famílias estáveis que lhes permitam um crescimento saudável!
      Assim acho que a escola onde passam por vezes todo o dia tem um papel muito importante !
      beijinhos Paulinha e bom dia!
      Maria

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  24. Estou chocada. Não fazia ideia que isso existia. Lutas sem razão. Não entendo, palavra que não. E deixa-me preocupada, pensar no que serão essas crianças no futuro. Não tenho filhos, mas nem imagino a preocupação de quem os tem.
    beijinho

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    Respostas
    1. É mesmo para ficarmos preocupados...raiva cega, ausência de valores ou regras são coisas muito perigosas e tristes!!!
      Beijinhos
      Maria

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